Famílias reúnem-se hoje para defender plantio medicinal da maconha

 

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou portaria que facilita a produção, venda e registro de medicamentos compostos por maconha no Brasil. Remédios à base de tetrahidrocannabionol (THC) e canabidiol passam a ser vendidos sob controle especial, com receita tipo A, para entorpecentes. A decisão, no entanto, não renovou as esperanças de famílias pernambucanas com membros que precisam desse tipo de medicamento. Elas querem ter o direito de plantar maconha em casa para fins medicinais.

Hoje, familiares de pessoas que necessitam de THC ou canabidiol participam do evento O Uso Medicinal da Maconha, às 18h, na Universidade de Pernambuco (UPE). Lá, vão recolher assinaturas para um documento que deve ser entregue à agência, em Brasília. “Por que esses medicamentos estão recebendo tratamento de tarja preta se são fitoterápicos? Não estamos satisfeitos com essa decisão da Anvisa, pois a necessidade de importação cotinuará. Queremos plantar e extrair o óleo aqui no Brasil”, disse a presidente da Liga Canábica de Pernambuco, Elaine Cristina Silva, 33 anos.

Mãe de João Pedro Cavalcanti, seis anos, que tem malformação congênita do lado direito do cérebro, ela defende que as famílias de um paciente que precisa da planta tenham o direito de cultivá-la. “Nosso pleito é para, com a autorização da Justiça, termos esse direito. Mesmo com essa decisão da Anvisa, continuamos a precisar solicitar pelo meio jurídico a liberação do medicamento”, acrescentou.
Mesmo tendo um processo correndo na Justiça, Elaine ainda não conseguiu o canabidiol pelas vias legais. “Uma mãe que já conseguiu pela Justiça divide comigo”, contou. O uso do medicamento mudou o dia a dia do único filho, que agora sorri. Ele passou de 24 convulsões por dia para duas por semana.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as novas regras mudam pouco o processo de aquisição dos medicamentos, porque o fato de a utilização ser liberada no Brasil não significa a imediata incorporação da droga ao elenco de medicamentos fornecidos pelo SUS. A regulamentação sanitária compete à Anvisa, enquanto a incorporação de tecnologia do Sistema de Saúde é de competência do Ministério da Saúde.

Ainda não há empresas detentoras de registros para comercialização no Brasil. Os medicamentos continuam sendo produzidos e comercializados por empresas estrangeiras, ou seja, essas drogas seguem precisando ser importadas. “De fato, o que muda é que haverá um maior controle da Anvisa para liberar a entrada desse medicamento no país, com a necessidade de apresentação de novos documentos dos pacientes, que devem ser recolhidos e apresentados pela Secretaria de Saúde”, informou a SES por meio da assessoria de comunicação.

 

segundo site;http://www.diariodepernambuco.com.br

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