Maconha Vilã?

Não há como abordar o uso de maconha como medicamento,sem expressar-me em primeira pessoa. não tenho como falar de maconha sem olhar pra minha dor e minhas esperanças. Sou pai de Pedro Américo,um lindo garoto de olhar terno e uma força indescritível,que vem sofrendo desde os três meses de idade com um quadro de epilepsia de difícil controle.
Pedrinho, hoje com cinco anos,nasceu sem quaisquer complicações. Porém,nas primeiras horas de vida,percebi que ele não estava bem e busquei várias vezes os pediatras de plantão,mas eles não me ouviram! depois,já com meu filho entubado na UTI,soube que ele estava com uma infecção pulmonar,que por não ter sido tratada a tempo,o levou a um quadro grave de anóxia. Meu filho hoje não fala não anda,não controla suas nescessidades fisiológicas e,em alguns aspectos,tem o desenvolvimento de uma criança com menos de um ano. Ele nunca disse “Papai’. A partir de 2014,essa realidade de Pedrinho começou a mudar. Ele começou a usar o óleo extrído da maconha,rico em canabidiol (CBD),para o controle de suas crises epilépticas. Usuário a oito meses de maconha medicinal,meu filho passou de ua média de trinca crises epilépticas por dia,parar 5 a 8 crises diárias,mais fracas e com menos espasmos. Fico mais atento,pra mim,sorri,expressa suas vontades e tem mais qualidade de vida. como ele.milhares de crianças,adolescentes e adultos com epilepsia de difícil controle,no país,estão experimentando ou poderão vir a experimentar a melhora de seus sintomas e,com isso,uma vida mais feliz,graças ao uso medicinal da maconha. No entanto,uito ainda precisa ser feito para que,não só epilépticos,mas os milhares de outros pacientes de Escleroe Múltipla,Alzheimer,Parkinson,Dor Crônica,Câncer,Tronstornos Psiquiátricos e outras patologias crônicas,tratáveis com maconha medicinal,possam ter acesso pleno de qualidade à Cannabis e seus derivados.
Para conseguir maconha medicinal,familiares e pacientes ainda enfrentam o uso restrito a casos de epilépsia,a burocracia,os entraves e altas taxas de importação,o alto custo dos importados,a falta de controle de qualidade desses produtos,a desinformação da classe médica, a carência de linhas de financiamentopara pesquisas com cannabis medicinal nas universidades,a falta de políticas públicas de acesso à maconha medicinal,primeiramente para os mais pobres, a falta de uma produção nacional e por fim,e não menos importante a regulamentação definitiva do uso medicinal no Brasil. Apenas quando o Estado Brasileiro e os diversos segmentos envolvidos direta ou indiretamente em uma ‘Política Nacional de Cannabis Medicinal’,poderemos ter esperança de poder alivia o sofrimento e garantir a saúde desses milhares de brasileiros que têm na maconha a esperança de dias melhores…ESSA É A NOSSA LUTA!

pedrinho
JULIO AMERICO PINTO NETO
JORNALISTA , PSICOLOGO E LIDER DA LIGA CANÁBICA
FONTE: REVISTA SANTA INÊS

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